E então eu leio…

30 10 2011

‘…all we are saying is give peace a chance’

Thanks, Lennon.





Ela só quer dançar, dançar, dançar…

25 06 2011

Algumas situações, como 2 posts atrás, nos mostram como certas felicidades duram pouco e como demoramos para ‘engolir’ certos obstáculos que a vida nos põe. O problema é de quem’tem tudo sempre às suas mãos, mas leva a cruz um pouco além‘.

Pensei nisso há 2 dias, quando estava concentrada em uma música com refrão dizendo algo como ‘sente a dor que senti‘ e dançando como se ninguém estivesse olhando, descarregando todo o meu sucesso e fracasso em meia dúzia de batidas, umas 4 luzes giratórias e uma voz conhecida, de quem já havia falado comigo ao vivo e não só pelo CD da banda.

Los Hermanos | 2010

Loa Hermanos | 2010

Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus‘. Agora, após trabalhar cada detalhe e sentido da minha história, após reflexões, após consultas com profissionais de psiquiatria e psicologia (sim, eu ainda me pergunto se preciso mesmo disso), após consultar horóscopos e médiuns e após várias horas de chopp com os amigos e papos em família…

…eu percebi que sou extremamente intensa e ansiosa em tudo o que faço. ‘Ninguém escapa o peso de viver assim, ser assim‘. Que uso o trabalho para fugir dos meus problemas, ou seja, quanto mais trabalho, melhor pra mim. Que devido a traumas do passado, eu planejo muito bem o futuro. ‘Paz, eu quero paz‘. Faço bom uso dos caracteres como escudo, da água fria e o sabão em pó como terapia e da dança como um desapego do mundo.

Certas oposições não explicam, nem pretendem exercer a função de desculpa em uma ação que deve ser realizada. Não pretendo julgar, destruir, enfraquecer, separar ou incentivar qualquer tipo de relação que não me afete… Só não me peça para abraçar causas misteriosas que diminuem o ser e enfatizam o ter. O meu caminho é o do bem e o meu destino é a paz e o amor. Já tenho problemas demais e reais para dar continuidade aos dos outros. ‘Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora… sem sair do meu lugar‘.

Mas o estrago que faz, a vida é curta pra ver‘, sabe lá Deus se já estou no meio dela, ainda no começo ou perto do fim. Quero continuar intensa, quero a minha vida intensa, quero trabalhos intensos, ‘um beijo imenso, onde eu possa me afogar‘, quero pessoas intensas ao meu redor e um amor intenso para chamar de meu.

Eu não nego, eu me entrego‘, arrisco e vivo. Não quero medir o que sinto, quero fazer tudo que posso, tudo que está dentro do meu alcance. Quero surpreender, inovar, abrir mão de coisas para ter coragem de ver o que vem para melhorar. Eu confio.

Quero entrar no proibido, quero pular no elevador, quero um banho de cachoeira no inverno, quero observar pessoas, quero desenhar na mão da vida, quero conhecer cidades novas, quero virar a minha vida de ponta cabeça e ter certeza de que sempre estou no controle, é a minha vida. Minha vida.

E se tiver que um dia dividí-la com alguém, o farei após pensar duas vezes, mas que seja intenso. ‘Olha esse sorriso tão indeciso‘.Os calos já me deram uma lição e uma pessoa me disse uma coisa importante: a vida é feita de troca. Dividir uma vida não é coisa fácil, mas é algo buscado para melhorar, para se entregar, para confiar e com muitas trocas. ‘Faço o melhor que sou capaz, só pra viver em paz‘.

o vento vai dizer lento o que virá e se chover demais,
a gente vai saber, claro de um trovão,se alguém depois sorrir em paz.
só de encontrar…

Ainda sou nova e inexperiente. Acho que ainda preciso de várias lições, mas não mais de tombos. ‘Não demora para essa dor sangrar‘. Dói. Machuca. Deixa marcas.

É, preciso rever a minha lista de coisas para fazer antes de morrer, preciso trabalhar isso agora. Preciso acrescentar coisas, preciso filtrar outras, preciso iniciar essa nova fase que está batendo há dias na minha porta. Preciso entender ‘que todo carnaval tem seu fim‘, que certos sonhos não eram meus e que certos sonhos meus precisam aparecer agora.

eu hoje vou pro lado de lá, eu tô levando tudo de mim
que é pra não ter razão pra chorar
vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar

Novos cheiros, novas cores, novas vozes, novas danças… estou de braços abertos e agradecendo o que a vida tem de bom e de novo para me oferecer.

A sensação ainda é de recomeço, ‘de que todo dia insiste em nascer‘, de ‘que hoje a fé me abandonou‘, de dores e opções não tão bem sucedidas… mas a intuição é de que muita coisa boa está por perto e disposta a me fazer bem. Me fazer o bem.

Leia Shakespeare, seja intenso, refaça sua lista de coisas para fazer antes de morrer, ajude a quem precisa e o resto você vai aprendendo a valorizar. A se entregar.





três pontinhos

8 03 2011

96 horas em busca de uma resposta qualquer, mas de intensidade mil. Em busca de detalhes, cheiros, cores ou olhares que fizessem sentido a vida a dois e não a um. Em busca, talvez, das intenções escondidas atrás do apego cômodo ao velho e não da curiosidade ao novo.

96 horas curtidas ao vinho, escritas ao poder do carpe diem e vividas para serem esquecidas após 4 palavras: “Garçom, traz a conta”.

Ah, o Google. Traduz cada coisa!

Certas marcas [tatuadas aqui e ali] deveriam ser reescritas com palavras do mesmo soneto… Talvez essas:

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão” – William Shakespeare.

O meu conforto, mais uma vez, está aqui.





A verdade é que…

16 11 2010

Não é impressão sua, esse blog passa por todos os assuntos do mundo em um curto espaço de tempo… dentre eles, os comentários feitos pelas minhocas da minha cabeça.

Mentira, na verdade venho tentado há um tempo decifrar a senha do meu blog no blogger.com, mas não lembro. Ou a globo.com comeu.

A verdade é que eu adoro começar um texto com “a verdade é que…“.

As minhocas aqui na minha cabeça estão entrando num consenso. Há meses elas discutiam sobre o nariz do Pinóquio que não parava de crescer, sobre a simplicidade da Gata Borralheira e sobre como os sete anõezinhos se davam bem com a Branca de Neve. E então eu mordi a maçã e morri.

Fim.

Era pra ter sentido?







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